quinta-feira, 15 de setembro de 2011

8º ANO - ÁFRICA - ASPECTOS FÍSICOS


CARACTERÍSTICAS GERAIS

Apresenta grande diversidade física,

É marcada tan­to pela presença de extensos vales férteis e de grandes desertos.

Possui cerca de 30 milhões de km2 e forma, com a Europa e a Ásia, o chamado Velho Mundo.

Sua posição geográfica é privilegiada,

É atravessado, em sua parte central, pela Linha do Equador, o que significa possuir terras no Hemisfério Norte e no Hemis­fério Sul.

É cortado, a oeste, pelo Meridiano de Greenwich, o que proporciona a existência de terras africanas no hemisfério Oriental e Ocidental.

É cortado ao o norte, pelo Trópico de Câncer e, ao sul, pelo de Capricórnio, o que significa que a maior parte e suas terras está dentro da Zona Climática Intertropical. 

A África está dividida em cinco regiões:
Norte da África;
Oeste da África (África Ocidental);
África Central;
Leste da África (África Oriental);
África Meridional (sul da África).

Norte:
É composto por seis países:
É banhada ao Norte pelo Mar Mediterrâneo
Ao Sul, encontra-se com o Deserto do Saara.
Tem a maioria da população ISLÂMICA, seja, segue o islamismo.

África Ocidental:

É formada por quinze países, os quais são atravessados por áreas desér­ticas e florestas tropicais.

África Central:
Possui oito países e é coberta por uma densa floresta tropical.
Nessa região, ainda ocorrem intensos conflitos.

África Oriental:
É conhecida como a região do "Chifre Africano",
É  composta por dez países que apresentam diferenças naturais e humanas;
É nessa região que se localizam os maiores lagos do continente;
O sul da África:
É uma região também marcada pela diversidade física e humana;

RELEVO DA ÁFRICA

O território africano tem estrutura geológica do início da formação da crosta terrestre, seja, muito antiga.

As áreas estruturais constituídas de terrenos do Pré-Cambriano são as porções mais estáveis e antigas do continente.

 Na Era Cenozóica:

Ocorreram intensas atividades vulcâni­cas, dobramentos e grandes falhamentos.

O falhamento mais notável é o Rift Valley, que se estende por mais de 3 600 km, das proximidades do Rio Limpopo, ao sul, até o Mar Vermelho, ao norte.

A atividade vulcânica recente ocorreu ao longo do Rift Valley;

 Os pontos mais altos do continente são:

Monte Kilimanjaro (5 895 metros)
Monte Quênia (5 199 metros);

No Rift Valley, concentram-se os maiores lagos de origem tectônica da África,

Os principais lagos Tectônicos da África são:

Lago Vitória (nascente do Rio Nilo);
Niassa;
Tanganica.

Ao longo do Rift Valley, há, ainda, inúmeros cones vulcânicos e crateras, como a de Ngorongoro, na Tanzânia, maior cratera de vulcão extinto do mundo.

No Período Cenozóico

Os movimentos tectônicos provocaram dobramentos ao norte do continente, formando montanhas elevadas, como a Cadeia do Atlas, na Região do Magreb (Tunísia, Marrocos e Argélia), as quais atingem mais de 4 000 metros de altitude. 
Magreb - em árabe, quer dizer poente. Designa os territórios da África do norte (Mar­rocos, Tunísia, Argélia, Líbia, Saara Ocidental e Mauritânia).Os geógrafos árabes usavam o termo para se referirem às terras situadas a oeste do Egito.
No restante do continente, aparecem antigos maciços montanhosos, muito desgastados por um longo processo erosivo, os quais formam os planaltos.
 Nessas áreas planálticas, predominam as rochas cristalinas, que concentram algumas das mais ricas jazidas minerai do mundo.

Área ou unidade de conservação (UC) é um espaço de território com características natural limites definidos instituídos pelo Poder Público, a fim de garantir a proteção e conservação dessas características naturais.

Existem unidades de conservação de proteção integral, garantindo a preservação total da natureza e  de uso sustentável, que permitem seu uso controlado.

HIDROGRAFIA

Em virtude da existência de grandes áreas desérticas, ao norte e ao sudoeste do continente, a África apresenta uma distribuição irregular de seus rios.

 A maioria Dos rios africanos nasce nas regiões tro­picais e equatoriais.

Os rios mais importantes são:

Rio Nilo (6 695 km de extensão),
Rio Congo (4600 km),
Rio Níger (4 184 km),
Rio Zambeze (2 750 km).
Predomina os rios de planalto no continente africano,
A maior parte dos seus rios apre­senta corredeiras e cascatas, elementos naturais que contribuem para a construção de usinas hidrelétricas, mas que dificultam a navegação nos trechos com mais desníveis.

O Rio Nilo:

É o maior rio africano.

Nasce na região central da África,

Sua bacia é composta por dois rios principais:

Nilo Branco, cujas nascentes estão no Lago Vitória,

Nilo Azul, que tem suas nascentes no Lago Tana (Etiópia), juntando-se ao Nilo Branco no Sudão.

A bacia hidrográfica do Nilo abrange os seguintes países:

Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quênia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egito. Ela deságua no Mar Mediterrâ­neo, formando um grande delta.
Delta: corresponde a um depósito aluvial que aparece na foz de certos rios, avançando como um leque na direção do mar.Essa deposição de sedimentos exige certas condições, como ausência de correntes marinhas, fundo raso, abundância de detritos, etc. GUERRA, Antônio Teixeira; GUERRA, Antônio José T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. p. 185.

O Nilo:
Tem uma grande importância para os egípcios, pois, apesar de esse povo viver em uma região desértica, conseguiu se desenvolver graças às suas águas.
 Atravessa o Saara sem secar, pois suas nascentes localizam-se em áreas úmidas que recebem chuvas abundantes.

Suas águas são utilizadas para abastecimento, pesca produção de energia, via de transporte e atividade agrícola.

A agricultura é favorecida pela construção de canais de irrigação e da matéria orgânica depositada durante as cheias, que fer­tiliza o solo, deixando-o rico em nutrientes.

A Represa de Assuã foi construída no início do século XX, com o propósito de expandir e intensificar a agricultura ao lon­go do seu vale.

Há o controle das águas por represas e o desvio dessas águas para a irrigação durante o ano, além do abas­tecimento de energia elétrica para as grandes cidades egípcias.

Após a construção da represa de Assuã, houve redução da vazão do rio e da quantidade de água doce despejada no Mar Mediterrâneo.

A redução da vazão do rio Nilo provocou:

O aumento da salinidade da água do mar,

O desaparecimento de diversas espécies marinhas e, por conse­guinte, à redução da capacidade pesqueira da região, atividade econômica importante para os habitantes locais.

A diminuição do volume de água do Nilo, a fim de combater as cheias, provocou:

A redução dos nutrientes depositados nas margens ao longo do rio,

Prejudicou a atividade agrícola e obrigou os agricultores locais a investirem na obtenção de fertilizantes artificiais.

Perdeu parte de sua navegabilidade em virtude da construção da represa.

O Rio Congo:
Nasce nas áreas elevadas da África Central, na região dos Grandes Lagos.

Dirige se para o norte e volta para o sul, desaguando no Oceano Atlântico.

Por se localizar dentro a Zona Equatorial, possui água o ano todo, sendo utilizado, principalmente, para pesca e irrigação.

É um rio de planalto e devido às inúmeras corredeiras, é pouco utilizado para navegação.

O Rio Níger:

Nasce próximo ao Oceano Atlântico, nas áreas elevadas dos Montes Fouta-Djalon;
Dirige-se ao norte, em direção ao Deserto do Saara, vindo desaguar no Golfo da Guiné,no Oceano Atlântico.
É um rio pouco utilizado para a navegação devido à irregularidade do seu volume de água, servindo, sobretudo, para pesca e irrigação.
  
O Rio Zambeze:
Nasce nas áreas mais elevadas de Angola e deságua no Oceano Índia.

Em razão de esse rio nascer em uma região tropical, suas cheias ocorrem nos meses de verão no Hemisfério Sul.

O continente africano a apresenta muitos lagos,

A maioria dos lagos africano é encontrada a leste, devido ao acúmulo água das chuvas nas áreas mais baixas, resultantes das falhas tectônicas.

Os mais importantes e conhecidos lagos da África são: Vitória, Tanganica, Niassa, Turkana, Ro­dolfo e Alberto.

POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

É fato que a água doce está se tornando um recurso cada vez mais escasso no mundo, pois os estragos causados pelos seres humanos são imensos: rios poluídos por resíduos químicos, esgotos industriais e domésticos, lixo, etc., além do excesso de consumo e do desperdício.

Se­gundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD:

Há mais de 1 bilhão pessoas no planeta com severa carência de água potável;

 Diversos cenários internacionais consideram que a disputa pelo acesso à água potável poderá levar a vários conflitos.

 Uma pesqu­isa feita pela CIA, pelo Ministério de Defesa britânico e pela Price Waterhouse Coopers prevê:

Várias possibilidades de futuras guerras por água (uma vez que esse recurso é vital e finito) no Oriente Médio, na Ásia e na África Subsaariana.

Os dados do relatório da (ONG) Oxfam (Oxford Famine) sobre os efeitos do aquecimento global na África verificou-se:

Que a porcenta­gem da superfície da Terra afetada pela seca extrema passou de 1 % para 3% em menos de uma década.

Prevê que os números aumentem para 8% até 2020 e para cerca de 30% em 2090.

A seca não é um problema de todo o continente afri­cano, mas principalmente para a África Subsaariana,
África Subsaariana é a parte do continente africano que está ao sul do Deserto do Saara.

Segundo o relatório de 2006 do PNUD, cerca de 314 milhões de africanos, ou 45% da população da região subsaariana, não têm acesso a fontes de água de qualidade.

O Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (Portugal) defende a ideia de que , o problema da água na África está mais relacionado à sua distribuição do que à quantidade disponível.

CLIMA

A localização geográfica da África provoca:

Diversidade de climas na África,

Grande va­riação pluviométrica.

Nas baixas latitudes, próximo à Linha do Equador, ocorre grande incidência de chuvas e desenvolvem as florestas,

Mas, à medida que nos afastamos dessa área, as chuvas se reduzem, até ficarem praticamente inexistentes nas regiões próximas aos trópicos.

Clima mediterrâneo

Sua formação vegetal apresenta características mediterrâneas, com a presença de arbustos e vegetação rasteira.

Nessa área, cultivam-se frutas cítricas, uvas e oliveiras. 

Clima predominante no extremo norte (Magreb) e no sul do continente afri­cano. 

Suas temperaturas médias anuais variam entre 15°C e 20°C. 

Em geral, o verão é quente e seco e o inverno, ameno e úmido.


Clima desértico:

Vegetação desértica aparece nos oásis.

Em geral, ao redor desses locais, há agrupa­mentos humanos, que desenvolvem o cultivo de frutas cítricas, olivei ras e tâmaras.
Ocupa cerca de 1/3 de todo o território africano, no qual se encontram os desertos do Saara, ao norte, e da Namíbia e do Kalahari, a sudoeste. 
Grandes amplitudes térmicas, efeito da continentalidade (de dia pode chegar a 50°C e, à noite, abaixo de zero) 
Chuvas irregulares ou extrema escassez. 
Os desertos africanos se formaram de maneiras distintas.
O Saara se constituiu em virtude da ausência de massas úmidas, das elevadas pressões atmosféricas sobre o Trópico de Câncer e da continentalidade.
O Kalahari se formou por meio da ação das elevadas pressões atmos­féricas no Trópico de Capricórnio e da Corrente Fria de Bengala, que provocou uma redução da evaporação das águas do Oceano Atlântico.

A desertificação:
É um processo global que  afeta cerca de 1/6 da população mundial e, aproximadamente,30% dos continentes. 
É um desequilíbrio ambiental, no qual um território adquire as condições climáticas dos desertos, devido à destruição da vegetação e à forte erosão sofrida pelo solo, que pode conduzir as situações de degradação ambiental irreversíveis.   

Clima tropical:

Nesse tipo de clima, desenvol­vem-se dois bio­mas: 
As savanas (mais próximas à Floresta Equato­rial;
Estepes (localizadas entre as savanas e os desertos).

As Savanas:  
São compostas de árvores de pequeno porte e gramíneas sendo a vegetação predominante no continente africano.

Servem como ­hábitat dos animais de grande porte da África, como leões, zebras, ele­fantes, entre outros.

As Estepes:
Apresentam uma vegetação rasteira mais rala e descon­tinuada.

Nessas áreas, as chuvas são escassas.

Há grupos humanos que vivem no local e desenvolve o pastoreio nômade, o que contribui para o processo de desertificação.

Um grande problema ambiental que atinge o continente africano é o desmatamento, o que tem contribuído para a aceleração do processo de desertificação.

Nas estepes e savanas, isso é ainda mais grave em decorrência das condições climáticas propícia a esse processo, como baixa densidade pluviométrica e solo frágil.

O ser humano é o principal responsável pela desertificação, que se dá por meio do uso incorreto das terras férteis (monocultura), da poluição do solo, do excesso de fertilizantes e da mineração.

Como consequência desse processo, muitos moradores, que habitam essas áreas e desenvolvem atividades ligadas à agricultura e à pecuária, são obrigados a se deslocarem em busca de outras terras.

A Região do Sahel:
Encontra ao sul do Saara e se estende do Senegal à Somália, apresenta clima tropical e tem sofrido gran­des perdas de solo fértil, pois é uma área marcada pela ocupação desordenada.
Essa ocupação desordenada tem provocado uma aceleração do desmatamento e, portanto, o rápido avanço da desertificação.

Clima equatorial:

Floresta Equatorial - composta por uma grande variedade de espécies vegetais e animais.

As árvores podem atingir até 60 metros de altura e são latifoliadas (sempre verdes).

Apresenta uma grande variedade de espécies comer­ciais, o que provoca intensa devastação.

Ocorre na parte central do conti­nente, com temperaturas que variam entre 25°C e 300C anuais.
A pluviosidade é intensa, podendo superar 2000 mm.


OCUPAÇÃO AFRICANA E SUA CONNSEQUÊNCIA

O contato dos povos europeus com o continente africano iniciou-se no século XV:
A criação de alguns entrepostos comerciais ao longo do litoral;
A criação de áreas de descanso para os navegadores e atracadouro para as embarcações que seguiam rumo à Ásia.
Esse período foi marcado pelo povoamento de algumas áreas próximas ao litoral africano, onde se realizava o comércio de pedras preciosas, madeira, marfim, ouro e também de escravos.

A exploração econômica e domínio político do con­tinente africano pelas potências européias estendeu-se até os anos 1990.
A primeira fase do colonialismo africano, datada do século XV, aconteceu pela necessidade de se encontrarem rotas alternativas para o Oriente.

A segunda fase, que se iniciou no final do século XIX, foi marcada pelo imperialismo europeu, tendo como objetivo a obtenção de novos mercados consumidores, fontes de matérias­-primas e áreas de investimentos.



A efetiva ocupação européia aconteceu somente no século XIX e foi marcada pela domina­ção dos povos e territórios africanos.

Essa ocupação se realizou de duas formas:

Pelas expedições missionárias que tinham o objetivo de dominar o nativo africano por meio da conversão religiosa e cultural européia;
Pelas explorações geográficas, cujo propósito era dominar povos e territórios.

O final do século XIX foi marcado pela expansão do capitalismo industrial. Nesse con­texto, várias potências européias passaram a competir pelo domínio dos territórios africanos.

A fim de evitar um conflito de grandes proporções, a partir de 1880, teve início a partilha do continente e, em 1884, ocorreu na Conferência de Berlim;

Conferência de Berlim: Instituiu as normas para a ocupação do território africano.

A partilha foi feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribuiu para muitos dos conflitos atuais no continente africano.

No início do século XX, 90% das terras africanas já estavam sob domínio das potências européias, sobretudo de França e Inglaterra, com exceção da Libéria, que era dominada pelos Estados Unidos, e da Etiópia, que conseguiu derrotar as tropas italianas no final do século XIX.

Após a partilha, ocorreram muitos movimentos de resistência, os quais foram duramente reprimidos pelos colonizadores.


As potências européias incentivavam as rivalidades entre os próprios grupos africanos, a fim de facilitar a dominação.

Dessa forma, podemos obser­var que, à medida que a colonização européia foi se efetivando, as sociedades tradicionais locais absorveram grande parte da cultura e dos costumes do colonizador


A descolonização africana começou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

As potências européias que haviam participado da guerra estavam enfraquecidas econômica e politicamente.

Durante a Segunda Guerra, muitas dessas potências européias estimularam o autogoverno, isto é, que as funções administrativas fossem realizadas por africanos educados na Europa.

Esses africanos faziam parte da elite colonial, porém, poste­riormente, assumiram posições nacionalistas e de oposição à metrópole, com o objetivo de promover a independência.


O impacto da Segunda Guerra Mundial foi devastador, pois provocou mudanças nas relações entre as nações colonizadoras e os povos africanos.

O impacto da Segunda Guerra Mundial contribuiu para a inde­pendência das colônias africanas, o que, em alguns casos, aconteceu de forma violenta, por meio de movimentos separatistas;

Este movimentos separatistas ocorreram durante a Guerra Fria, tiveram o apoio dos Estados Unidos e União Soviética, as quais buscavam ampliar suas áreas de influência.  

Os primeiros a se tornarem independentes foram Líbia, Egito, Sudão, Marrocos e Tunísia.

Nos demais países africanos, o processo de independência se estendeu até meados da década de 1990.
 
Diferentes processos descolonização das nações africanas:

Países que possuíam pouco ou nenhum recurso estratégico, como ouro, petróleo ou diamantes, a independência foi al­cançada facilmente.

Países que possuíam importantes recursos naturais e que já estavam sendo explorados pelos colonizadores a descolonização não foi pacífica.
Um exemplo foi à Argélia, país de colonização francesa que possuía petróleo, ocorreram movimentos armados pela inde­pendência, a fim de expulsar os colonizadores da região.

A independência de muitos países africanos foi alcançada por meio da violência e da instalação de regimes repressores.

A falta con­senso entre tribos rivais, provocou a instalação de  regimes autoritários e estimulou a formação de governos centra­lizadores, cujas decisões eram tomadas sem que a população fosse consultada. Tal centralismo foi, em geral, assumido pelo próprio líder do movimento emancipatório.

A independência provocou, o afloramento de antigas disputas tribais, as quais tiveram suas rivalidades despertadas pela proclamação da independência e foram reforçadas pela divisão do território, feito segundo os interesses das potências colonizado­ras que não respeitavam as diferenças étnicas e colocavam os povos inimigos em um mesmo território.

Esse fato gerou intenso conflito pelo poder e pela formação dos Estados-Nações. Além disso, causou violentas guerras civis, como as da Nigéria, do Congo e, mais recentemente, as de Angola, Moçambique, Ruanda, Burundi e de Serra Leoa.

Tais guerras contribuíram para o aumento da instabilidade política, econômica e social de todo o continente e, ainda, colaboraram para dificultar o desenvolvimento socioeconômi­co da África.

Apesar de os países africanos terem alcançado a independência política, existem muitas cor­porações internacionais dominando a produção agrícola e mineral do continente, o que comprova a existência de uma pequena elite dominante vinculada aos interesses das nações mais desenvolvidas.

Muitas são as marcas deixadas pelos colonizadores europeus na África, como o apartheid e os atuais conflitos raciais.

O apartheid corresponde à segregação racial institucionalizada, que foi oficializada em 1948 na África do Sul e perdurou até o início da década de 90 do século passado.

A segregação racial era rígida e violenta. Havia uma separação entre negros e brancos por bairros, meios de trans­porte, locais públicos, entre outros.

Além disso, os negros eram proibidos de se candidatarem a cargos públicos, concorrerem a vagas de empregos com brancos, entre outros

Os negros eram obrigados a viver nos bantustans, que correspondem a áreas sem infraes­trutura afastadas dos centros urbanos. Eles somente podiam sair dessas áreas se possuíssem o passbook (passaporte).

O primeiro negro a chegar à presidência da África do Sul foi Nelson Mandela (líder do mo­vimento pelo fim do apartheíd).

O regime do apartheíd foi abolido há quase duas décadas, no entanto, ele ainda persiste na África do Sul, sobretudo, por meio da segregação social em relação aos estrangeiros.

De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre refugiados, vivem, atualmente, na África do Sul, cerca de 5 milhões de migrantes, de diferentes etnias africanas, e muitos têm sofrido com a violência xenófoba (aversão a pessoas e coisas estrangeiras).

O motivo estaria no aumento da concorrência para encontrar empregos, na falta de moradia e no aumento níveis de criminalidade. A maioria dos migrantes que vive nesse país é originária do Zimbá­bue, nação vizinha da África do Sul, que sofre uma persistente crise econômica e política.

Os atuais conflitos africanos

Os atuais conflitos foram gerados por uma combinação de vários fatores, como:

A grande diversidade étnica e linguística;

As disputas territoriais, principalmente por terras férteis e água;

A luta pelo fim de regimes ditadores que, na maioria das vezes, são praticados pelas minorias étnicas, que agem com discriminação em relação às demais etnias locais; entre outros.

Alguns conflitos se destacaram por sua violência. 

Hutus e Tutsis. 
De acordo com dados da ONU, em 1994, a guerra em Ruanda já tinha um sal­do de 4 milhões de refugiados, metade da população do país, e milhões de mortos.

Os hutus correspondiam à maioria da população, mas eram os tutsis que dominavam a vida política e econômica, desde o Período Colonial, quando os belgas promoveram representantes dessa etnia a postos administrativos.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

AULA OPÇÃO

QUESTÕES - UFBA/2010

01. Com base nas representações gráficas dos países do globo, proporcionais aos temas relacionados em I e II, e nos conhecimentos sobre o estudo da população mundial, pode-se afirmar:
 (01) Em I, a maioria dos países em destaque possui uma irregular distribuição espacial da população, níveis de desenvolvimento heterogêneos e integra blocos econômicos distintos, mas, grande parte deles não apresenta elevadas densidades demográficas.
(02) Em II, estão representados alguns países considerados desenvolvidos, que se localizam no Hemisfério Norte e não detêm altas taxas de natalidade e baixas expectativas médias de vida.
(04) Em II, a diminuta representatividade do continente africano advém das reais condições políticas e socioeconômicas, às quais os países que nele se encontram estão submetidos há muitos anos.
(08) Os gráficos I e II permitem constatar que os países de maior representatividade absoluta da população são também os que têm maior destaque quanto ao Produto Nacional Bruto (PNB).
(16) A expressiva disparidade representada pelo Brasil, em I e II, relaciona-se diretamente com a inexistência do desemprego estrutural e com a capacidade de rápida recuperação econômica das classes D e E da sociedade brasileira.
(32) Os países que produzem maiores quantidades de riquezas são, necessariamente, aqueles nos quais a população vive em melhores condições, sobretudo quando impera a concentração de renda.
Soma=


02.O processo [...] de industrialização impulsionado [nas últimas décadas] não foi capaz de criar empregos suficientes para absorver a população economicamente ativa (PEA) [...] que passou a viver nas cidades. Na realidade, a automação do processo produtivo industrial em andamento nas últimas décadas, com a introdução de robôs, máquinas digitais e informatizadas e técnicas toyotistas de produção, tem desencadeado a dispensa de um grande contingente de operários [...]. (BOLIGIAN; ALVES, 2004, p. 409).
 




Com base na ilustração, no texto e nos conhecimentos sobre o momento atual no contexto da sociedade contemporânea, em particular, no relacionamento do homem com a máquina.
a) cite uma consequência da atual automação tecnológica no plano da oferta de trabalho no Brasil;

b)indique uma mudança nas relações de trabalho resultante da Revolução Tecnológica;

c)informe onde teve início o Toyotismo e cite uma das principais características desse


03. A partir da análise da ilustração e com base nos conhecimentos sobre desigualdades socioeconômicas regionais, associadas aos problemas de exclusão social no Brasil.



a) relacione dois fatores que explicam as desigualdades socioeconômicas existentes entre as regiões brasileiras;

b) apresente uma justificativa para a origem e a disseminação da intensa segregação socioespacial ocorrida nas grandes e médias cidades;

c)  mencione dois fatores que contribuíram para a recente elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no território brasileiro.

OS TIGRES ASIÁTICOS - CAPITULO 9