domingo, 13 de março de 2011

8º ANO - PAÍSES DO NORTE - DESENVOLVIDOS

PAÍSES DO NORTE - DESENVOLVIDOS

Os países desenvolvidos estão, predominantemente, localizados no He­misfério Norte.

A Austrália e a Nova Zelândia encontram-se no Hemisfério Sul.

Os países ricos localizados ao Norte são também denominados de desenvolvidos.

Eles fazem parte do conjunto de países que apresentam como características principais o elevado IDH (índice de Desenvolvimento Humano), elevado grau de industrialização e urbanização, uma alta expectativa de vida e um excelente nível de escolarização.

Contudo, é importante salientar que nem todos os países que estão ao Norte apresentam essas Características.

 IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi criado na década de 90 do século XX pelo eco­nomista paquistanês Mahbud ul Haq. 
Esse índice mede a qualidade de vida de uma população por meio de três critérios: renda per capita, longevidade e educação.
PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DOS PAÍSES DO NORTE
Os países do Norte são altamente consumistas, devido ao elevado poder aquisitivo de sua população e ao constante lançamento de novos produtos (com alta tecnologia) no mercado.
São países cuja população está concentrada na área urbana, apresentam baixas taxas de crescimento demográfico e elevada expectativa de vida.
A economia tem sua base no setor secundário e terciário.
A agropecuária é moderna, mecanizada e altamente produtiva. São elevados os investimentos em ciência e tecnologia.

De acordo com o geógrafo Josué de Castro, "o desenvolvimento implica mudanças sociais sucessivas e profundas [ .. ].

O conceito de desenvolvimento não é meramente quantitativo, mas compreende os aspectos qualitativos dos grupos humanos [ .. ].

Crescer é uma coisa; desenvol­ver é outra. Crescer é, em linhas gerais, fácil. “Desenvolver equilibradamente é difícil”.

O DESENVOLVI­MENTO QUANTITATIVO: Está relacionado apenas ao aumento de capitais, à geração de lucros; não se levam em conta as condições dos seres humanos.

DESENVOLVIMENTO QUALITATIVO:  Envolve o crescimento econômico sim, mas apoiado no desenvolvimento do ser humano como um todo, seja do ponto de vista físico, mental ou espiritual.

OBSERVAÇÃO
Os países desenvolvidos não apresentam apenas um crescimento econômico, mas conseguem oferecer à maior parte de sua população uma digna qualidade de vida, que se traduz no acesso à educação, à saúde, à mora­dia, à alimentação, ao lazer, entre outros.

Muitos pesquisadores declaram que o protecionismo de mercado foi uma da causas do desenvolvimento; enquanto outros defendem o mercado aberto.
Atualmente, a maior parte dos países ricos apresenta uma dura legislação protecionista aos produtos importados, sobretudo para os setores estratégicos, como o setor energético. E, em contra partida, exige dos países subdesenvolvidos uma plena abertura de mercado.

O protecionismo é um mecanismo usado pelo governo dos países para proteger as indústrias nacionais da concorrência externa. Estes mecanismos protecionistas são o aumento da carga tributária ( imposto) sobre a importação de gêneros agrícolas e manufaturados;  Criação de diversas regras e normas para a entrada de produtos estrangeiros; Utilização de subsídios para baratear os produtos nacionais.

DOMÍNIO DO COMERCIO, DA INDÚSTRIA E DA TECNOLOGIA
A ciência, a tecnologia E a indústria são setores de grande importância para um país, porque geram empregos e promovem o crescimento econômico, que ocorre por meio do desenvolvimento de novos produtos;

Podemos citar como exemplo o vestuário dos esportistas que absorvem o suor e secam rápido, melhorando o conforto e o desempenho do atleta. Esses produtos exigem maior integração entre os centros de pesquisa e a indústria.

Quanto mais produtos novos são lançados no mercado, maior é a produção que, estimulada pela publicidade, gera novas necessidades de consumo e, consequentemente, cria novos empre­gos. Isso promove maior dinamismo na economia.

Na ciência e a tecnologia, a grande parte dos investimentos, são utilizadas para aumentar os lucros das grandes corporações do que para atender aos interesses sociais, isso vale tanto para os países desenvolvidos quanto para os subdesenvolvidos.
OBSERVAÇÃO:
Por exemplo, há mais investimentos sendo feitos para a produção de novos softwares para entretenimento do que no de­senvolvimento de medicamentos para combater doenças tropicais, como a malária, por exemplo.

A indústria é a atividade econômica por meio da qual o ser humano transforma a matéria­-prima em um produto semi acabado (que será utilizado por outra indústria) ou em produto aca­bado.

É por meio da atividade industrial que um país consegue suprir as suas necessidades de consumo, elevar as exportações e reduzir as importações.
Com a globalização, muitas indústrias romperam as fronteiras de seus países, isto é, passa­ram a produzir onde as vantagens econômicas eram maiores, normalmente nos países mais pobres.

O crescimento do comércio internacional intensificou-se, sobretudo após a década de 90 do século XX, quando houve maior abertura comercial entre os países, em razão do avanço da tecnologia nos setores de transporte, telecomunicações, informática, entre outros.

Se você observar com atenção os produtos consumidos em sua casa, perceberá que boa parte deles é importada ou produzida por indústrias transnacionais ..

Ao contrário do que acontecia até algumas décadas atrás, atualmente, são encontrados facilmente produtos eletrônicos do Japão na Itália, artesanato russo no Brasil e vinhos chilenos na Austrália.

Multinacionais ou Transnacionais, são empresas que possuem matriz num país e possuem atuação em diversos países. São grandes empresas que instalam filiais em outros países em busca de mercado consumidor, energia, matéria-prima e mão-de-obra baratas.

Transnacional corresponde a uma estrutura empresarial básica do capitalismo dominante nos países altamente industrializados.

A transnacional se caracteriza por desenvolver uma estratégia internacional a partir da base nacional, sob a coordenação de uma direção centralizada.

Essas empresas são também conhecidas como empresas internacionais ou multinacionais e resultam da concentração de capital e da internacionalização da produção capitalista. SANDRONI, Paulo. Dicionário da economia do século XXI. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 58C

Os países desenvolvidos que lideram o comércio mundial, especialmente os Estados Unidos, o Japão e os países da União Européia, são responsáveis por aproximadamente 70% das trocas comerciais em todo o mundo.

A União Européia (UE) é um bloco econômico, político e social. São 27 países europeus que participam de um projeto de integração política e econômica.

Os integrantes são: Alema­nha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. O ingresso da Macedônia, Croácia e Turquia nesse bloco encontra-se em fase de negociação.

Uma das características da globalização é a interdependência econômica dos países, em razão da diminuição das barreiras alfandegárias, da desregulamentação das leis que regem o mercado financeiro e do avanço dos meios de transporte e de telecomunicação, o que favorece maiores investimentos e trocas comerciais entre os países.

Contudo, a economia mundial tor­nou-se mais vulnerável, porque o fluxo de capitais é rápido e intenso. Assim, devido ao avanço das telecomunicações e da informática, o dinheiro pode ser aplicado e retirado de um país em poucos segundos.

Isso acontece porque os grandes investidores internacionais procuram os mercados financeiros que ofereçam maior rentabilidade.

Qualquer instabilidade econômica ou política mundial faz com que o capital financeiro saia dos países em desenvolvimento e seja investido naqueles de economia forte.

O papel do Estado na economia perde força, pois acaba se subordinando ao interesses do mercado internacional. O governo tende a diminuir as barreiras alfandegárias o que estimula a entrada de capital estrangeiro nas economias locais.

O resultado é que a riqueza vem se concentrando cada vez mais nas mãos das poderosas empresas internacionais. (Trasnacionais)


A OMC (Organização Mundial do Comércio) é uma instituição internacional que atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial. Com sede em Genebra (Suíça) foi fundada em 1994, durante a Conferência de Marrakech.

A OMC tem estabelecido leis que regulamentam o comércio internacional, a fim de equilibrar as relações entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos.

Os países subdesenvolvidos, têm se posicionado contra o atual modelo econômico, pelo fato de este privilegiar apenas os mais ricos.

Outro dado relevante é a formação dos blocos regionais, os quais têm contribuído para ampliar o comércio internacional, uma vez que os países de um mesmo bloco tentam intensificar suas trocas comerciais com outros blocos econômicos, como é o caso do Mercosul em relação à União Européia.

A industrialização nos países desenvolvidos
A industrialização iniciou nos países desenvolvidos.
De acordo com a evolução histórica, o processo de industrialização passou por três etapas: o artesanato, a manufatura e a Maquinofatura
.
O ARTESANATO

Etapa em que o artesão (produtor) realizava sozinho todas as fases da produção, sendo responsável, inclusive, pela comercialização do produto.

Nessa etapa, não exis­tia a divisão do trabalho e se empregavam ferramentas simples.

Por exemplo: O sapateiro fazia a aquisição do couro, a produção do sapato e a venda do produto final ao consumidor.

A MANUFATURA
Tem como característica o uso de máquinas simples e pela simples divisão do trabalho.

Existia um trabalhador assalariado e o dono dos meios de produção (máquinas e ferramentas), que era o patrão.

Era o trabalhador assalariado o responsável pela execução de cada etapa da produção.

A MAQUINOFATURA
Teve início no final no século XVIII e perdura até os dias atuais.
É marcada pelo uso de máquinas e tecnologia, bem como de fontes de energia, como o carvão e o petróleo.
A produção é realizada em grande escala, (com grande divisão do trabalho) o trabalhador executa apenas uma parte do processo, em geral, desconhecendo as demais etapas da produção.

Mais recentemente, surgiram os conglomerados industriais, que são automatizados e utilizam tecnologia avançada.

A indústria de ponta se caracteriza, pelo emprego maciço de inves­timentos em pesquisa, a qual será aplicada na execução de um novo produto.

Por exemplo: indústrias farmacêuticas e de Informática, entre outras. Nesse tipo de indústria, o trabalhador deve ser altamente qualificado.

ELEVADO IDH
Para se alcançar um elevado IDH, vários fatores são necessários, pe­sados investimentos em saúde e educação, as grandes somas em ciência e tecnologia, entre outros.
Todo esse investimento coloca os países desenvolvidos em vantagem econômica e cien­tífica diante dos demais países do mundo.
 Outro dado importante sobre os países desenvolvidos é que, por investirem pesadamente em ciência e tecnologia, são os responsáveis pelo registro da maior parte das patentes do mundo, isto é, eles estão a todo instante pesquisando e criando novos produtos.
PATENTE: É um documento emitido pelo governo dando a determinada pessoa ou empresa o monopólio sobre uma invenção.

O detentor da patente é o único que pode fabricar, usar, vender ou autorizar a utilização do invento durante um período

No Brasil o período é de quinze anos e nos estados unidos é de dezessete anos. (SANDRONI, Paulo. Dicionário da economia do século XXI. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 629.)
 
8º ANO GEOGRAFIA GERAL
POSITIVO -  8º ANO, VOL 01 - PÁGINA: 17 ATÉ A 27/ COM ADAPTAÇÕES
PROFESSOR: EFESIO SALGADO

3 comentários:

  1. uma merda kkkkkk brinksajudo muuito melhor site

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  2. Muito bom seu blog Efésio me ajudou muito #Obrigado :D

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