segunda-feira, 8 de abril de 2013

8º ANO - DIVISÃO DO CONTINENTE AMERICANO, AMÉRICA LATINA: PAÍSES DE INDUSTRIALIZAÇÃO TARDIA.


DIVISÃO DO CONTINENTE AMERICANO, AMÉRICA LATINA: PAÍSES DE INDUSTRIALIZAÇÃO TARDIA.


A DIVISÃO FISIOGRÁFICA leva em conta os aspectos físicos e geológicos, bem como a localização de cada área do continente.

América pode ser dividida em:

AMÉRICA DO NORTE: composta por Canadá, Estados Unidos e México.

AMÉRICA CENTRAL: compreende uma parte continental ou e outra (formada por ilhas).

Istmica: vem de istmo, que quer dizer estreita faixa de terra que separa dois oceanos ou mares.

Insular: relativo à ilha.

AMÉRICA DO SUL: formada por doze países e três territórios não independentes.,

A DIVISÃO HISTÓRICO-SOCIAL-ECONÔMICA, baseia-se em características, como a origem linguística e as diferenças históricas, sociais e econômicas entre os países americanos.

O CONTINENTE AMERICANO PODE SER DIVIDIDO EM

América Anglo-Saxônica: formada pelos países em que predomina a língua inglesa e eus apresentam maior desenvolvimento socioeconômico: Canadá e Estados Unidos.

América Latina: formada pelos demais países americanos de menor desenvolvimento e::nômico e nos quais predominam as línguas espanhola e portuguesa, idiomas derivados :: latim, daí o nome dado a essa parte da América.

A regionalização histórico-social-econômica mostra que existem, no continente americano, diferenças econômicas e sociais entre os países.

Na América Latina, ao lado dos países industrializados, há aqueles que se mantêm, basicamente, das exportações de produtos primários;

Nas áreas urbanas é possível observar riqueza e pobreza lado a lado tanto nos países desenvolvidos quanto nos subdesenvolvidos.

SEMELHANÇAS ENTRE OS PAÍSES LATINO-AMERICANOS

1. O nível de dependência tecnológica e o subdesenvolvimento socioeconômico;

2. O tipo de colonização chamado de exploração, o que resultou na dependência econômica da maioria dos países;

3. América Anglo-Saxônica teve a chamada colonização de povoamento.

A COLONIZAÇÃO DE POVOAMENTO

1. Promovida pelos europeus se dirigiram da Europa para o Novo Mundo (América) para viverem em definitivo;

2. Para construírem uma nova pátria;

3. Muitos deles saíram da Europa em virtude de conflitos religiosos do século XVI;

4. Como veio com o intuito de fixar residência, seu objetivo foi o desenvolvimento local;

A COLONIZAÇÃO DE EXPLORAÇÃO

1. Ocorreu em praticamente toda América Latina;

2. Ocorreu do século XVI até o século XIX;

Os colonizadores tinham como objetivo principal o enriquecimento e posterior retorno a seus países de origem;

Não se preocuparam com o desenvolvimento local.

Tinham como principal objetivo a exploração de minérios (ouro e prata) e o cultivo em grandes propriedades;

Utilizaram mão de obra escrava (africana e indígena) em grandes latifúndios;

Toda a produção agrícola e mineral (ouro e prata) foi destinada à exportação e ao enriquecimento da Metrópole (Portugal, no Brasil).

CONSEQUÊNCIAS DA COLONIZAÇÃO POR EXPLORAÇÃO

Semelhanças históricas entre os países latino-americanos quanto ao seu nível de desenvolvimento;

São todos subdesenvolvidos;

Apresentam, em maior ou menor grau, problemas como:

Elevadas taxas de analfabetismo;

Mortalidade infantil;

Miséria,

Grandes desigualdades sociais,

Alta dívida externa e interna,

Dependência econômica e tecnológica.

A AMÉRICA LATINA É FORMADA PELO

México (localizado na América do Norte), América Central e t América do Sul.

AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA AMÉRICA LATINA

A América Latina é uma região de rica diversidade natural;

A diversidade de paisagens é consequência de vários fatores, tais como:

A grande extensão norte-sul;

A disposição do relevo no sentido leste-oeste, com predomínio de cadeias montanhosas a oeste e terras baixas a leste;

O predomínio de terras na Zona Intertropical (entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, onde a incidência de raios solares é mais intensa);

A influência das correntes marítimas.

ORGANIZAÇÃO DO RELEVO DA AMÉRICA LATINA

OESTE

Predominam elevadas altitudes, com grandes cadeias montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, na América do Sul; a Cordilheira de Talamanca, na América Central; e a de Serra Madre, no México.

As montanhas têm origem geológica recente, pois se formaram na Era Cenozoica, há cerca de 65 milhões de anos, por meio do choque entre Placas Tectônicas.

No oeste há ocorrência de terremotos, além de vários vulcões em atividade.

Essas cadeias montanhosas possuem os cumes pontiagudos e altitudes elevadas, pois sofreram pouco desgaste erosivo em razão de sua história geológica recente.

O ponto culminante da América é o Aconcágua, com 6 962 metros de altitude, localizado na Cordilheira dos Andes, Argentina.

Os altiplanos são: Áreas planas ocupadas intensamente pelo ser humano, devido ao relevo plano, aos solos férteis e ao clima favorável.

LESTE

Apresenta escudos cristalinos com extensos planaltos antigos, muito desgastados pela erosão, planaltos rebaixados, depressões e planícies.

Nessa área, encontram-se grandes reservas minerais, como ferro, manganês, ouro, bauxita, entre outros.

Nas planícies centrais, há grandes bacias fluviais, como a do Orinoco, a Amazônica e a Platina.

A AMÉRICA LATINA E AS QUESTÕES AMBIENTAIS

De acordo com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a América Latina poderá ser a região mais prejudicada do planeta nos próximos 30 anos se não forem tomadas medidas urgentes de proteção ambiental.

Mais de 300 milhões de hectares de terras estão degradados e, desde a década de 1970, desapareceram 190 milhões de hectares de florestas.

Embora a América Latina seja rica em água, apenas 40% de sua população tem acesso aos recursos hídricos.

De acordo com estudos realizados pelo Banco Mundial, o impacto das atividades econômicas na qualidade do ambiente latino-americano é muito grande, especialmente nas áreas urbanas.

A partir da década de 1970 ocorreu:

Acelerado crescimento das cidades em razão do êxodo rural;

Ocupação de áreas de alto risco ambiental, o que tem gerado perda de qualidade de vida da população;

Provocou graves problemas como:

Doenças respiratórias e alergias;

Intoxicação com metais pesados;

Deslizamentos;

Assoreamento dos rios causando enchentes.

FATORES QUE PROMOVEM A OCUPAÇÃO DE ÁREAS DE RISCO NA AMÉRICA LATINA

A falta de moradias, aliada ao seu elevado custo;

A falta de qualificação profissional, que amplia o desemprego;

Os baixos salários levam grandes contingentes populacionais a se fixarem em áreas de mananciais, de encosta, de mata, entre outras.

As habitações são, em geral, construídas de forma precária, com a utilização de materiais alternativos, como plástico e papelão;

Não contam com boa infraestrutura básica, como água encanada e rede de esgoto.

Uma forma de diminuir os problemas é estabelecer políticas públicas que ofereçam a essas populações:

Boas condições de infraestrutura e de saneamento básico;

Cuidados com a saúde;

Opções de lazer e educação;

Alternativas de moradia fora das áreas de proteção ambiental e de risco.

FATORES QUE AGRAVAM A OCUPAÇÃO DE ÁREAS IMPRÓPRIAS PARA MORADIA SÃO

Aumento da população empobrecida das grandes cidades latino-americanas, geralmente nas periferias urbanas distantes do centro.

A falta de infraestrutura adequada em termos sanitários;

A falta de transporte e opções de educação.

O ambiente, em geral, encontra-se bastante degradado e a qualidade de vida dessa população é péssima.

Nas áreas rurais da América Latina, os problemas não são menores.

QUESTÕES AMBIENTAIS

Uso inadequado do solo utilizado para agropecuária, além das grandes quantidades de pesticidas e fertilizantes químicos que poluem o solo, os lençóis de água subterrânea, os rios e o ar, prejudicando a saúde humana.

O impacto produzido pela apropriação dos recursos naturais, como a retirada da madeira e a extração mineral.

Diminuição de áreas florestadas, extinção de animais, assoreamento e poluição dos rios.

Perda de biodiversidade, a degradação dos solos e da água, a poluição urbana, entre outros fatores que têm provocado prejuízos à saúde da população.

Parte dessa deterioração é causada pela grande implantação de indústrias poluidoras nacionais e multinacionais.

A falta de uma legislação ambiental rígida facilita a implantação de indústrias;

De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a América Latina ainda não conseguiu conter os custos ambientais da expansão econômica e da concentração urbana.

A América Latina pode se tornar uma grande atenuadora dos problemas ambientais devido a sua da grande riqueza em biodiversidade terrestre e marinha, desde que consiga preservar esses ambientes.

AMÉRICA LATINA

América Latina é conhecida como uma região composta por países de industrialização tardia.

Países da América Latina que são chamados de emergentes são: o Brasil, o Chile, a Argentina e o México,

O Brasil, Chile, Argentina e o México industrializam-se efetivamente após a Segunda Guerra Mundial.

Antes desse período, a partir final do século XIX, só existia indústrias de bens de consumo não duráveis (alimentos, vestuário),usou muita mão de obra de baixa qualificação e empregando baixa tecnologia na produção.

A partir do início do século XX, alguns fatores externos contribuíram para o desenvolvimento da indústria na América Latina, como a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Crise de 29 e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Provocou a escassez de produtos na Europa e a diminuição das exportações para os demais países, inclusive os latino-americanos.

Por essa razão, Brasil, México e Argentina, por exemplo, passaram a produzir bens que antes importavam.

A CRISE DE 29

Ocorreu devido à grande produtividade industrial e agrícola nos Estados Unidos;

Ao longo da Primeira Guerra Mundial, os estadunidenses foram grandes fornecedores de produtos (roupas, alimentos, matérias-primas, medicamentos, armamentos, entre outros) para os países europeus em guerra.

Quando terminou a guerra, em 1918, os países europeus haviam-se tornado economicamente dependentes dos Estados Unidos. ( produtos industrializados, concessões de empréstimos).

No final da década de 1920, a maioria dos países europeus já havia recuperado suas economias, e os Estados Unidos não tinham a quem vender seus produtos;

Essa situação somada a fatores internos, como salários baixos e produção elevada, resultou em uma crise de superprodução - havia muita mercadoria à venda e pouca procura levando à redução drástica das exportações e do consumo interno.

Dessa forma, os Estados Unidos sofreram uma grave crise financeira, com a falência de muitas de suas empresas.

Para a América Latina. a consequência dessa crise foi a queda da importação de produtos dos Estados Unidos, o que favoreceu a produção industrial interna, isto é, os países latino-americanos passaram a produz" o que antes importavam.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Provocou na América Latina o processo de substituição de importações por produtos locais dos países da América Latina.

Outro fato que impulsionou a industrialização latino-americana foi o investimento estatal, sobretudo na implantação de indústrias de base, como as siderúrgicas, metalúrgicas, energéticas, entre outras.

Alguns países latino-americanos ingressaram recentemente no processo relativo à Primeira Revolução Industrial.

Isso significa que ainda estão produzindo bens de baixa tecnologia incorporada, como móveis, alimentos e tecidos.

A maioria dos países latino-americanos encontra-se no processo de industrialização típico da Segunda Revolução Industrial, caracterizado pela produção de automóveis e eletrodomésticos.

Região da América encontra-se com mais de cem anos de atraso em relação aos primeiros países que se industrializaram, no início do século XIX.

Nas décadas de 1980 e 1990, em alguns países latino-americanos, como Brasil, Argentina e México, houve forte desenvolvimento industrial, devido à implantação de medidas econômicas neoliberais.

Esses mesmos países apresentam, hoje, uma economia que se enquadra na Terceira Revolução Industrial, possuem indústrias que utilizam tecnologia de ponta, com a presença de informática e robótica, e ligadas a centros de pesquisa.

Contudo, ainda contam com áreas de industrialização tradicional, típicas da Primeira Revolução Industrial.

Quais medidas neoliberais contribuíram para o desenvolvimento da indústria na América Latina? Troque ideias com seus colegas sobre o assunto e registrem, no caderno, as conclusões a que vocês chegaram.

De acordo com o relatório da UNCTAD a maior parte da América Latina adotou, na década de 1990, medidas neoliberais em suas economias, incluindo a liberalização das importações.

Tais medidas provocaram o aumento da dívida externa e desviaram recursos das reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento econômico e ao progresso tecnológico.

PAISES LATINO-AMERICANOS EMERGENTES

São considerados países latino-americanos emergentes o Brasil, a Argentina, o Chile e o México, pois se destacam economicamente por sua crescente atividade industriais e pelo equilíbrio econômico conquistado.

Do ponto de vista da dependência tecnológica, em todos eles houve entrada, em grande escala, das indústrias transnacionais nas últimas décadas, inclusive controlando alguns importantes setores da economia, como, por exemplo, o de telecomunicações.

MÉXICO

O México possui a segunda maior economia da América Latina e é baseada no setor de serviços, mas é no setor primário que se concentra a maior parte da população economicamente ativa (PEA) do país.

A maior parte do território mexicano é imprópria para o desenvolvimento da agropecuária, pois, ao norte, prevalece o clima semiárido e, ao sul, áreas pantanosas, além de planaltos elevados, dificultando o aproveitamento agrícola.

As áreas em que o cultivo é possível não ultrapassam 15% do território, mas apresenta solos férteis, o que permite a produção de várias safras por ano.

SISTEMAS AGRÍCOLAS DO MÉXICO

O sistema tradicional (de subsistência): São pequenas lavouras, nas quais são cultivados produtos, como milho e feijão, destinados, basicamente, para o próprio consumo do agricultor.

O sistema comercial: A produção agrícola é reservada à exportação é o cultivo de algodão, morango e agave é realizado em grandes propriedades.

A presença de transnacionais no setor agrícola é comum.

Há muitas empresas de origem es­tadunidense que utilizam as terras mexicanas para cultivar produtos destinados à venda em seu país.

Essas empresas desenvolvem sua produção nas terras mais férteis, aplicando elevados in­vestimentos em tecnologia, como ocorre na produção de aspargos.

Os Estados Unidos preferem instalar empresas do setor agrícola no México em virtude do menor custo das terras e da mão de obra, da proximidade do mercado consumidor e da menor carga tributária, o que significa menor gasto e aumento de lucros.

Os Estados Unidos conseguem controlar todo o processo produtivo de determinados cultivos por meio da compra de terras mexicanas ou fazendo acordos com grandes proprietários locais.

Esses, por sua vez, preferem produzir para os estadunidenses, pois, dessa forma, garantem alta rentabilidade

O domínio de empresas dos EUA sobre as terras mais férteis do México traz consequências positivas ou negativas para a população local.

Essa opção dos grandes fazendeiros tem se refletido diretamente na mesa dos mexicanos, pois provocou a redução do cultivo de produtos tradicionais, como milho e feijão, provocou seu encarecimento.

Provocou mudanças de hábitos alimentares na população, que passou a consumir mais produtos industrializados.

Atualmente, os principais parceiros comerciais do México são os EUA, a Espanha, a Alema­nha, o Canadá e o Japão.


A ATIVIDADE INDUSTRIAL NO MÉXICO

As indústrias têxteis e alimentícias foram as primeiras a serem implantadas no país.

A partir da década de 1950, ocorreram grandes investimentos governamentais e privados nesse setor.

Foram implantadas indústrias químicas e petroquímicas ligadas ao petróleo, mineral explorado pela PEMEX (Petróleo Mexicano), empresa de capital estatal, cujas maiores jazidas encontram-se no Golfo do México.

A partir da década de 1960, a atividade industrial mexicana se intensificou, com a insta­lação de multinacionais, sobretudo provenientes dos Estados Unidos.

Indústrias, chamadas "maquiladoras", na verdade não são indústrias propriamente ditas, pois apenas fazem a montagem dos produtos, já que importam praticamente todas as peças.

As Indústrias maquiladoras contratam mão de obra mexicana, que chega a ser até 15 vezes mais barata que a esta­dunidense, obtendo, assim, elevados lucros.

Elas estão situadas nas cidades que fazem fronteira com os EUA.

O ingresso do México no Nafta (North American Free Trade Agreement) ou Acordo de Livre Comércio da América do Norte, em 1994, foi, inicialmente, bastante promissor do ponto de vista econômico, pois os Estados Unidos ampliaram seus investimentos nesse país, por meio da instalação de indústrias e da entrada de capitais.

O acordo de livre comércio com os Estados Unidos e o Canadá impulsionou o desenvolvimento econômico mexicano e gerou empregos.

Muitas indústrias se aproveitaram dos benefícios proporcionados pelo México, como baixos salários e impostos reduzidos, a fim de aumentar seus ganhos.

Os lucros obtidos foram enviados para suas sedes nos EUA, o que resultou em pouco ou nenhum desenvolvimento socioeconômico local.

O governo estadunidense esperava que, com a entrada do México no Nafta, houvesse diminuição no trânsito de mexicanos ilegais para o sul dos Estados Unidos, o que não ocorreu.

Após a entrada para o Nafta, mui­tas empresas nacionais fecharam suas portas, por não conseguirem competir com os produtos estadunidenses e canadenses que passaram a entrar no país.

Isso acarretou não apenas redução da produção nacional, mas, também, aumento do desemprego.

Além disso, produtos chineses passaram a entrar no mercado estadunidense, destino de 86% das exportações mexicanas, competindo com os produtos mexicanos e prejudicando ainda mais o crescimento econômico do país.

Apesar dessas questões, o México apresenta um importante e diversificado parque in­dustrial, localizado, principalmente, em Monterrey, Guadalajara e na Cidade do México.

Essa concentração industrial levou o governo a criar núcleos de desenvolvimento em outras áreas, como Tampico e Vera Cruz.

Em Tampico e Vera Cruz predominam as indústrias químicas e petroquí­micas, a siderúrgica, a mecânica e as de bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos.

A economia mexicana está bastante atrelada à exploração de petróleo, que é responsável por 40% da receita nacional.

A PEMEX não vem apresentando a produtividade necessária para o seu equilíbrio financeiro, em razão de um crescente endividamento e de certo atraso tecnológico por falta de investimentos em pesquisa no setor.

Estima-se que as atuais reservas de petróleo mexicanas poderão se esgotar em um prazo de 11 anos, pois a PEMEX não possui tecnologia adequada para a exploração de reservas em águas mais profundas.

Há, no país, em razão disso, um forte debate sobre a privatização dessa empresa.

O México exportava 60% de seu petróleo para os Estados Unidos em 2007 e, no final desse mesmo ano, passou a exportar apenas 42%.

Essa perda tem sido compensada, em parte, pela alta dos preços desse mineral, que custa, em média, US$ 80,00 o barril.

Outro destaque da economia mexicana é a TELMEX (Teléfonos de México), empresa de telecomunicações mexicana que atua em toda a América Latina - inclusive no Brasil, com a Embratel que tem contribuído para o aumento do PIB mexicano.

De acordo com o mapa de população, em qual área do país há maior concentração populacional?

As indústrias ligadas à extração petrolífera encontram-se, principalmente, em qual parte do México?

Dos produtos agrícolas cultivados no México, quais são os mais importantes para a economia?

A economia mexicana também se beneficia da atividade turística.

Milhares de pessoas se dirigem todos os anos para esse país, a fim de conhecerem suas belas paisagens e sua riqueza histórico-cultural, herança dos vários grupos populacionais que lá viveram. O turismo é, portanto, uma das grandes fontes mexicanas de renda.

A AMÉRICA CENTRAL

A América Central é formada por uma parte continental, situada entre a América do Norte e a América do Sul, e uma parte insular, que corresponde às ilhas localizadas no Mar das Antilhas ou Mar do Caribe - divididas em Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas.

Nas Grandes Antilhas, estão os países mais conhecidos do Caribe, tais como: Cuba, Ja­maica, Haiti, República Dominicana e Porto Rico (Estado livre associado aos Estados Unidos).

As Pequenas Antilhas são compostas por:

Oito nações autônomas:

Antígua e Barbuda, Barbados, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão, Nevis, São Vicente, Granadinas e Trinidad e Tobago,

Cinco territórios do Reino Unido: Anguilla, Ilhas Cayman, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas e Montserrat.

Dois territórios da Holanda as Antilhas Holandesas e Aruba;

Dois territórios da França Guadalupe e Martinica;

Um território dos Estados Unidos: as Ilhas Virgens Americana.

CLIMA DA AMÉRICA CENTRAL

È predominantemente tropical e apresenta uma estação úmida no verão e uma seca no inverno.

São comuns, na região, as tempestades tropicais.

A variação da temperatura ocorre mais em relação à altitude do que à latitude.

Existem três áreas que apresentam diferenças climáticas em razão da altitude:

A região quente, que corresponde às áreas ao nível do mar até uma altitude aproximada de 900 m;

A região temperada, correspondendo a áreas situadas entre 900 mel 800 m;

A região fria, que engloba áreas com altitude de até 3000 m aproximadamente.

O litoral caribenho apresenta regime pluviométrico distinto quando se compara ao litoral do Pacífico.

O ar mais seco do litoral do Pacífico se deve à presença de ar frio decorrente da corrente fria da Califórnia, que dificulta a evaporação, reduzindo as possibilidades de chuva

As temperaturas amenas da água do mar do Caribe permitem maior evaporação.

A vegetação natural encontra-se em estágio avançado do desmatamento em virtude do elevado valor comercial da madeira.

A ECONOMIA DA AMÉRICA CENTRAL

É baseada no cultivo de produtos tropicais (café, cana-de-açúcar e banana), destinados, na maioria das vezes, ao mercado consumidor estadunidense.

A maior parte do ramo industrial, nos países centro-americanos, é de bens de consumo não duráveis, como alimentos e roupas.

PARAÍSOS FISCAIS

América Central apresenta os chamados de paraísos fiscais por possuírem sistemas financeiros que cobram baixos impostos e oferecem garantia de anonimato aos investidores.

Tais países atraem a instalação de dezenas de matrizes de empresas multinacionais e de bancos internacionais.

Além disso, muitas pessoas que desenvolvem atividades econômicas ilegais utilizam-se desse sistema, pois as instituições financeiras não questionam a procedência do dinheiro que está sendo investido.

O CANAL DO PANAMÁ

O Panamá é o país centro-americano que se limita com a América do Sul e que, por sua pe­quena extensão leste-oeste, propiciou a construção do Canal do Panamá, inaugurado em 1914.

Para vencer os desníveis entre os oceanos Atlântico e Pacífico e possibilitar o acesso entre eles, cortando o continente, foram construídas várias eclusas.

O Canal do Panamá é hoje uma das principais fontes de renda do país, em virtude da cobrança de impostos e taxas para sua utilização e manutenção.

A AMÉRICA ANDINA

Essa área da América do Sul possui como característica marcante o fator relevo (Cordilheira dos Andes), a forte presença dó indígena na composição populacional e a economia baseada na exploração mineral.

A partir de 1990, com a redemocratização do país, a economia chilena começou a apresentar resultados positivos em relação ao crescimento econômico e à redução dos níveis de pobreza.

No norte do Chile, no Deserto de Atacama, encontra-se a maior reserva mundial de cobre, intensamente explorada.
No extremo sul, as geleiras são economicamente importantes, pois as estações de esqui são áreas turísticas internacionais.

Na parte central e sul do país, onde há predominância do clima temperado, ocorre a prática intensiva da agricultura e da pecuária.

As frutas chilenas são exportadas para o mundo todo.

O litoral extenso e a atuação da Corrente marítima fria de Humboldt contribuem para a atividade pesqueira.

O Chile foi um dos primeiros países da América Latina a abrir sua economia ao capital externo.

O crescimento das exportações, que impulsionou o desenvolvimento econômico, não aconteceu de forma equilibrada em todo o país.

Nas regiões mais produtivas, como na capital Santiago e nas áreas onde o cultivo é destinado à exportação, houve maior concentração de riqueza, ao passo que, nas áreas economicamente mais tradicionais, a população de baixa renda é maior.

O Chile pratica uma política de redução de tarifas alfandegárias, isto é, a diminuição dos valores dos impostos sobre os produtos importados, o que favoreceu a formação de tratados de livre-comércio com os Estados Unidos (principal parceiro comercial), a União Européia, o Mercosul, a China, a índia e o Japão.

A pauta de exportações do país está baseada no cobre in natura e manufaturado e em alguns produtos agrícolas, como frutas, além de pescados.

O cobre corresponde a cerca de 40% do valor das exportações chilenas, adquirindo grande importância para a economia do Chile;

Os setores da economia que mais têm recebido investimentos, atualmente, são eletricidade, gás, água, indústria e agricultura.

A AMÉRICA PLATINA

Os platinos são países cuja economia está baseada na agropecuária. O Paraguai tem, ainda, como fonte de divisas, o lucro da venda da energia produzida pela Hidrelétrica de Itaipu, pois esse país não consome toda a energia gerada.

A ECONOMIA ARGENTINA

É grande a exportação de produtos agropecuários graças à existência de solos férteis, predomínio de clima temperado, relevo plano e à presença de uma rica rede hidrográfica;

A carne bovina e a lã produzidas no país estão entre as de melhor qualidade do mundo.

A Argentina é grande exportadora de soja e cereais, como trigo, milho, aveia, cevada, algodão, girassol, entre outros.

A indústria é responsável por 35% do PIB (Produto Interno Bruto) argentino.

Os principais tipos de indústria da Argentina:

Alimentícia, a química, a petroquímica, que está ligada à sua elevada produção petrolífera (autossuficiente),

Produção de veículos motorizados,

Bens de consumo durável, têxtil, metalúrgico e de aço.

Nos anos de 90 do século XX, alguns segmentos industriais, como o de automóveis, cimento, siderúrgicos, pneus e têxteis, expandiram-se em consequência do fortalecimento do comércio com o Mercosul.

Os principais parceiros comerciais da Argentina são os países do Mercosul, principalmente o Brasil.

Cerca de 40% das exportações argentinas destinam-se a esse bloco

Um comentário:

  1. bom num era bem oque eu queriaa maiiss me ajudouu muitoo parabenss emmm... adorei mlhor que minha professorakk

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9º ANO ROTEIRO QUESTÕES CAP. 11